Analfabetismo atinge 11,4 milhões de brasileiros e mais no Nordeste

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A taxa de analfabetismo teve uma ligeira queda de 7,2% em 2016 para 7,0% em 2017, mas o quadro é dramático pois nesse ritmo fica cada vez mais distante a meta de alfabetizar toda a população até 2014, como prevê o PNE (Plano Nacional de Educação) de 2014.
Os dados foram divulgados nesta sexta, dia 18, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com base na Pnad Contínua. Outro aspecto preocupante é que as desigualdades acentuadas persistem. No Nordeste, a taxa de analfabetismo é mais que o dobro da média nacional, chegando a 14,5%. Nada menos que 56% do total de analfabetos do país moram nessa região, ou seja, 6,4 milhões de pessoas de 15 anos ou mais.
Se a meta de erradicar o analfabetismo no país está longe de ser alcançada, também o objetivo do PNE de universalizar a escolarização entre jovens de 15 a 17 anos não foi atingido em 2016. A taxa de escolarização nessa faixa etária ficou em 87,2% em 2017, o mesmo nível de 2016. Além disso, apenas 68,4% estavam na série de estudo adequada.
Para ter uma ideia, esses percentuais indicam que aproximadamente 1,3 milhão de adolescentes de 15 a 17 anos estão fora da escola e outros 2 milhões estão atrasados nos estudos. O problema afeta mais os homens e jovens negros ou pardos. Segundo o IBGE, apenas 63,5% dos homens estavam na série adequada, enquanto a taxa é de 73,5% entre as mulheres. Já 63,5% dos negros ou pardos de 15 a 17 anos não estão na série adequada.
 

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