Baixa mobilidade social trava desenvolvimento econômico, diz estudo da OCDE

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No Brasil, a chance de uma criança de família pobre melhorar de vida é remota. É o que conclui o estudo “O elevador social está quebrado? Como promover mobilidade social”, divulgado nesta sexta, dia 15, pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
Entre 30 países pesquisados, o Brasil ficou em penúltimo lugar. Segundo o estudo, os descendentes de um brasileiro entre os 10% mais pobres levariam nove gerações para alcançar o nível médio de rendimento. O país só está à frente da Colômbia, onde a ascensão social levaria 11 gerações.
O que esse estudo procurou saber é quanto o nível de renda dos filhos é determinado pelo rendimento dos pais nos diferentes países. Por esse levantamento, mais de um terço dos brasileiros que nascem entre os 20% mais pobres permanece na base da pirâmide, enquanto apenas 7% conseguem ascender aos 20% mais ricos. Na média da OCDE, 31% dos filhos que crescem entre 20% mais pobres permanecem nesse grupo, ao passo que 17% ascendem ao topo da pirâmide.
O estudo observa que o Bolsa Família teve um importante papel para melhorar as condições de vida dos mais pobres, no entanto, a estrutura do mercado de trabalho, com elevado grau de empregos informais, exerce um impacto negativo das crises sobre a população mais carente.
Segundo o estudo, o baixo nível de mobilidade social é um dos empecilhos para o desenvolvimento econômico. Uma das explicações é que, sem a mobilidade social, muitos talentos em potencial podem ser perdidos ou subutilizados, diminuindo as iniciativas empreendedoras.
 

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