Alta do gás de cozinha arrocha poder de compra dos mais pobres, aponta Dieese

em .

O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgou nesta quinta, dia 26, um estudo que mostra o impacto da atual política de preços da Petrobras.
Segundo o levantamento, na capital paulista, o botijão de 13kg subiu 26,91% entre julho de 2017 e junho de 2018. Pelo ICV-Dieese, a inflação acumulada nesse período foi de 3,49%, e só o gás de cozinha contribuiu com 0.74 ponto percentual para as famílias de baixa renda. Para a população em geral, o ICV foi de 4,24% e o gás representou 0,33 ponto percentual, ou seja, menos que a metade do peso para os mais pobres.
Ainda de acordo com o estudo do Dieese, a Pnad Contínua, do IBGE, mostra bem como os mais pobres são os mais impactados. Entre as famílias 10% mais pobres, o preço do gás pesou mais no orçamento daquelas que viviam no Maranhão (59,0%), Acre (51,5%) e em Sergipe (50,7%) - acima de 50% -, e bem menos em São Paulo (10,8%), Distrito Federal (10,1%) e Santa Catarina (8,9%).
“Além de contribuir para arrochar os salários, a atual política piora a qualidade de vida de muitas famílias e ainda coloca em risco outras tantas, quando as obriga, por falta de recursos para adquirir o gás, a voltar a usar lenha e álcool para cozinhar. Vários acidentes têm acontecido em função dessa mudança”, critica a nota do Dieese.
 
 

Fale Conosco

  • Sede Santo André
    Rua Gertrudes de Lima, 202 - Centro - Santo André
    Telefone: (11) 4993-8999 - Veja o Mapa

  • Sede Mauá
    Avenida Capitão João, 360 - Matriz - Mauá
    Telefone: (11) 4555-5500 - Veja o Mapa