Trabalhadores nordestinos são os mais afetados pelo desalento

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O desalento atinge de forma desigual a população das diferentes regiões brasileiras, sendo o Nordeste o mais afetado. De cada dez trabalhadores brasileiros desalentados, seis são nordestinos segundo dados divulgados pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nesta quinta, dia 20.
O estudo do Ipea foi feito com base nos dados da Pnad Contínua do segundo trimestre de 2018, quando, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 4,8 milhões de trabalhadores e trabalhadoras eram considerados desalentados. Ou seja, estavam desempregados e também desistiram de procurar emprego por desânimo total.
Para ter uma ideia de como o Nordeste é afetado, a região responde por 27% da população brasileira, mas o percentual de desalentados chega a 59% do total. O Sudeste abrange 21,4% dos desalentados do país, seguido pela região Norte (10,9%).
"Esta elevada parcela (de desalento) em relação às demais regiões do Brasil reflete as próprias características do mercado de trabalho nordestino, marcado pela mais alta taxa de desemprego, maior parcela de informalidade, menor taxa de participação, além de salários reais mais baixos”, diz o estudo do Ipea.
 
Nível de escolaridade
O desalento é maior entre aqueles com ensino fundamental incompleto, respondendo por 50% dos desalentados do país, seguidos dos trabalhadores com ensino médio completo (22,8%); com ensino fundamental completo (11%) e ensino médio incompleto (10,8%). Os menos afetados são aqueles com ensino superior completo: 5,3%.
Segundo o Ipea, não é apenas o período em que o trabalhador permanece desempregado tem provocado aumento do desalento. Tem crescido também a quantidade de trabalhadores que, em dois trimestres consecutivos, deixa a atividade, passa para a inatividade e se declara desalentado.
 

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