Descumprimento de direitos motivou maioria das greves em 2017

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No ano passado houve no Brasil 1.566 greves, das quais 814 no setor público e 746 no setor privado. Na área privada, a grande maioria das paralisações ocorreu no setor de serviços (76%), seguido das indústrias (22,9%), e 55% delas tiveram duração de apenas um dia.
Quanto à motivação da greve no setor privado, o descumprimento de direitos trabalhistas pelo patrão foi predominante (73,5%). Esta é a síntese do levantamento realizado anualmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
No recorte das greves nas indústrias, 48% das paralisações foram deflagradas por metalúrgicos, seguidos de trabalhadores na construção civil (26%) e químicos (15%). Também nas indústrias, a exigência de regularização do descumprimento de direitos aparecia na pauta de reivindicação de 60% das greves, com destaque para cobrança de pagamentos em atraso de salários, férias, 13º ou vale (46,2%).
A título de comparação, em 2013, o atraso de pagamento de salários, férias, 13º ou vale aparecia nas reivindicações de 20% das greves. Portanto, em quatro anos esse item mais do que dobrou.
Na sequência de pagamentos em atraso, apareceram nas reivindicações alimentação, transporte e assistência médica (31,6%); reajuste, piso salarial (26,9); PLR (16,9); repasses do FGTS/INSS, rescisão contratual (13,5%); contratação, demissão, readmissão, manutenção de emprego (7%); condições de trabalho, de segurança, de higiene (6,4), equipamentos, uniforme, EPIs (5,3%).
 

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