Desigualdade de renda do trabalho volta a subir no Brasil, aponta OIT

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A desigualdade de renda do trabalho vinha caindo no Brasil, mas, em 2017, voltou a subir, segundo estudo divulgado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) nesta quinta-feira, dia 4, enquanto a tendência mundial é de queda da concentração, ainda que em nível muito elevado.
No Brasil, de 2004 a 2016, o total de renda do trabalho recebido pelos 10% mais ricos recuou de 47,75% para 40,91%. No entanto, em 2017, subiu para 41,36%. Na outra ponta, a renda dos 10% mais pobres subiu de 0,49%, em 2004, para 1,11% em 2016. Mas, em 2017, voltou a cair para 1,04%.
EM NÍVEL GLOBAL. Embora em queda, os 10% mais ricos continuam recebendo quase 50% de toda a renda do trabalho. Em 2017, os 10% mais ricos do mundo receberam 48,95% da renda do trabalho, ante 49,23% em 2016. Já os 10% mais pobres receberam 0,15% de toda a renda, mesmo patamar registrado desde 2014. Os 50% mais pobres detêm apenas 6,4% do total.
Segundo a OIT, a renda do trabalho corresponde a 51,4% de toda a renda gerada no mundo, enquanto os 48,6% restantes se referem à renda do capital. "É importante ressaltar que a participação do capital aumentou nos últimos anos", destaca a entidade. O relatório abrange 189 países.

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