Mínimo de R$ 1.039 não repõe nem inflação

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O salário mínimo de R$ 1.039,00, anunciado pelo governo Jair Bolsonaro no dia 31 de dezembro e em vigor desde 1º de janeiro de 2020, foi reajustado em 4,1%. Ou seja, índice 0,38 ponto percentual abaixo do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que fechou 2019 em 4,48%.
Para repor a inflação integralmente, o mínimo deveria ser de, pelo menos, R$ 1.042,71. O mínimo de R$ 1.039,00 foi fixado por medida provisória que ainda tem de ser aprovada no Congresso Nacional.
O governo federal decidiu elevar o salário mínimo de R$ 998,00, em 2019, para R$ 1.039,00 com base nas projeções do mercado financeiro para a inflação em 2019. Ocorre que a inflação disparou em dezembro, superando as expectativas e, no caso do INPC, subiu 1,22%, acumulando 4,48% em 2019. Desde o ano 2000, em 2017, 2018 e agora em 2020 as aposentadorias e pensões acima do piso tiveram reajuste maior que o mínimo. 
Sem aumento real. Além do reajuste abaixo da inflação, neste ano o salário mínimo foi achatado também porque não teve aumento real. Até o ano passado, o mínimo era reajustado anualmente pelo INPC mais aumento real com base na variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes, conforme política de valorização negociada pelas centrais sindicais com o então presidente Lula no fim de 2006, vigorando até 2019.
Se depender do ministro Paulo Guedes, da Economia, no governo Jair Bolsonaro, a política de reajuste do salário mínimo será definida ano a ano. 
Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), aproximadamente 23,7 milhões de beneficiários do INSS recebem um salário mínimo. 
 

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