Buscar o bem do Brasil, mas sem arrocho salarial

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A presidenta Dilma Rousseff, que disputou e venceu democraticamente as últimas eleições presidenciais, dentro das atribuições Constitucionais que o cargo de presidente da República lhe garante, nomeou sua nova equipe econômica.

Trata-se de Joaquim Levy e Nelson Barbosa que assumem os ministérios da Fazenda e do Planejamento, respectivamente. E de Alexandre Tombini que continua na presidência do Banco Central.

A missão da nova equipe é buscar equilíbrio nas contas públicas, ou seja, gastar dentro dos limites da arrecadação. E desenvolver controles rígidos para gerar eficiência nos gastos públicos.

Sem afetar os avanços sociais que são a essência do governo Lula (nos dois mandatos) e de Dilma Rousseff, no seu primeiro mandato e que lhe garantiu a reeleição.

Nas suas declarações, Joaquim Levy, futuro ministro da Fazenda, deixa claro que não se busca “o equilíbrio pelo equilíbrio”, mas para “garantir o avanço social” e permitir à sociedade “o exercício de escolher prioridades”.

Aos trabalhadores e trabalhadoras, aos cidadãos pobres e aos que ainda dependem dos subsídios sociais, como o Bolsa Família, para garantir o mínimo de dignidade humana, é absolutamente prioritário dar continuidade ao exercício pleno da democracia.

Por isso apoiamos os alertas do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, quando disse que a política econômica que está sendo exercida, através da nomeação da nova equipe de ministros, havia ganhado a eleição.

Pela primeira vez nos cinco séculos de existência do Brasil, os trabalhadores e suas lideranças sindicais e políticas são os principais acionistas de um Brasil que ajudamos a construir com muito trabalho, suor e vidas.

Para dar continuidade aos avanços sociais e econômicos que conquistamos, reelegemos Dilma. E, por isso, vamos apoiá-la no exercício de um mandato que não abra a guarda para os Cavalos de Troia das elites retrógradas, ansiosas para eliminar a valorização do salário mínimo, aumentar o desemprego e nos impor taxas de juros vergonhosas.

Nossas práticas cidadã e sindical nos ensinam que o voto e a escolha dos nossos dirigentes é apenas o grande ato que sacramenta a democracia. Que deve ser (e será) complementada por nossa vigilância e participação cidadã e sindical. No Chão de Fábrica e nos nossos locais de moradia e convivência social, cultural e religiosa.

Para não sermos ludibriados pelos discursos e articulações das elites que, em nome dos ajustes econômicos, se preparam ativamente para deixar a conta apenas para os trabalhadores e para os mais pobres.

Apoiamos, portanto, o equilíbrio das contas públicas sem arrocho salarial, sem juros escorchantes e, especialmente, sem afetar as políticas de distribuição de renda através do emprego de qualidade e de salários dignos.

Porque depois de entregar nossas vidas por gerações, ao longo de 500 anos de História do Brasil, recebemos nos últimos doze anos, nos governos Lula e Dilma, parte que nos cabe, ainda que seja insignificante pelo que geramos de riquezas.

E gostamos de poder mandar nossos filhos e filhas para a faculdade; de poder viajar de avião; de ter uma geladeira nutrida e de ir dormir com mais esperança e confiança no nosso futuro.

Conquistas cidadãs que confirmamos na eleição presidencial e que não permitiremos que as manobras das elites roubem esse grande sentimento de Pátria amada, que nós construímos com muita luta, muito voto e que confirmamos com a vitória de Dilma Rousseff.

José Braz Fofão (Presidente em Exercício) e Cícero Martinha (Presidente Licenciado)

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