Não permitiremos que o ajuste da economia, em debate no Senado, prejudique nossos interesses

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Acompanharemos de perto e com todo nosso interesse de classe trabalhadora e de metalúrgicos e metalúrgicas organizados em torno de nosso Sindicato a audiência do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, no Senado Federal, às 10 horas da manhã, deste 31 de março, uma terça-feira de uma Semana Santa.

O ministro Joaquim Levy será questionado por senadores da oposição e da base aliada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Em pauta as medidas, que fazem parte do ajuste econômico, estão as Medidas Provisórias (MPs) 664/2014 e 665/2014, que estabeleceram uma série de alterações nas regras de seguro-desemprego, abono salarial, seguro-defeso, pensão por morte, auxílio-doença e auxílio-reclusão.

Como trabalhadores e trabalhadoras somos parte interessada nos desdobramentos que ocorrerão a partir da audiência desta terça. E por sermos os principais geradores de riqueza do nosso País, nos recusamos a sustentar, sozinhos, como já aconteceu no passado, a conta do ajuste econômico, que entendemos ser necessário.

E, deixamos bem claro que, apesar do ambiente de manipulação política que envolverá o debate do ministro Levy com os senadores, não nos alinharemos, nem hoje e nem depois, com os interesses inconfessos dos setores da oposição que ainda resistem em reconhecer o resultado das eleições presidenciais do ano passado.

Concordamos com o articulista Jânio de Freitas que escreveu no jornal Folha de S.Paulo: “O Brasil não é, como está apresentado, a Grécia, não é a Espanha, não é Portugal, nem se assemelha a esses ou qualquer outro posto em desgraça pela crise ocidental criada por corrupção e golpes da rede bancária dos Estados Unidos.”

A análise de Jânio de Freitas nos faz refletir, ao afirmar: “Os economistas alimentados pelo "mercado" e a classe que busca fáceis lucros financeiros ou políticos podem dizer, como lhes convém, que o Brasil está em estagnação.”

E apesar de escrever para um jornal crítico à inclusão social e econômica que o governo Dilma realizou na nossa economia, seguindo os 8 anos dos dois mandatos do presidente Lula, Jânio de Freitas tem autoridade e independência crítica para afirmar:

“Os governistas e seus aliados menos ou mais falsos podem dizer que o Brasil está em situação estável. O que importa nas duas qualificações é ambas significarem que, se o país não evoluiu em muitos sentidos, também não sucumbiu nem, guardadas as proporções, resistiu menos aos efeitos da crise americana do que as potentes Alemanha, França e Itália.”

Por isso, observaremos, com uma mão no nosso título eleitoral e outra em nossa carteira de trabalho, as discussões e o posicionamento dos senadores e do ministro Joaquim Levy.

E saberemos separar os políticos que apostam no quanto pior melhor e avaliaremos os senadores que souberem preservar os interesses do Brasil, sem transformar em vítimas preferenciais apenas nós trabalhadores.

José Braz Fofão (Presidente em Exercício) e Cícero Martinha (Presidente Licenciado)

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