Mobilização total definirá sucesso da nossa Campanha Salarial 2015

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Todos à Assembleia Salarial, no dia 6 de novembro, 18 horas, na Gertrudes de Lima, 202

As negociações salariais dos metalúrgicos de Santo André e Mauá estão sendo uma das mais difíceis da história de nossa categoria. As empresas vinculadas ao Sindipeças e à Fundição, por exemplo, ainda não fizeram nenhuma proposta.

Os empresários desses dois setores prometeram uma resposta para a semana que vem, depois que avaliarem nossa assembleia geral marcada para esta sexta-feira, 6 de novembro, às 18 horas, na sede de Santo André (Rua Gertrudes de Lima, 202).

Conseguimos alguns avanços com o Sindmaq (Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas e Equipamentos) que já nos garantiu a reposição da inflação nos nossos salários, em duas etapas.

Na primeira etapa será feito o reajuste de 8% em 1o de janeiro de 2016 e a segunda etapa, que deve recompor integralmente o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), estimado inicialmente em 10,03%, será completada em 1o de março de 2016, quando os restantes 2,03%, ou o que faltar, serão incorporados aos nossos salários.

Conseguimos também com o Sindmaq negociar o abono salarial de 20% do salário de 31 de outubro, que será pago em duas parcelas. A primeira (10%) em 17 de dezembro de 2015 e a segunda (os restantes 10%) em 11 de janeiro de 2016.
 
Patrões, no muro, enquanto avaliam mobilização

Nas negociações, dificílimas, que a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, junto com a Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, estabelece com os setores patronais, temos percebido que existe uma constante avaliação da mobilização dos trabalhadores realizada por parte das empresas.

Todo o setor produtivo reconhece nossa importância para manter as fábricas operando, mesmo nestes momentos de crise. Pois já cortaram o que podia ser cortado. Mas apostam no clima de medo que eles mesmos criaram e ficam no muro avaliando a mobilização da categoria. Se abaixarmos a cabeça, amedrontados, vão nos atropelar nas negociações. E aproveitarão nosso medo para engordar mais ainda seus lucros.

Mas se provarmos para os patrões que estamos dispostos a lutar por nossos salários e que nos recusaremos a assumir, enquanto categoria, os custos da crise, com certeza os sindicatos patronais vão melhorar as propostas adiadas para a semana que vem.
 
O que fazer?

É hora de mobilização total. Afinal, trata-se do seu salário. Do bem-estar de sua família. E de sua capacidade de recuperar o valor dos seus salários, ganhos com muito sacrifício, e manter sua capacidade de consumo ao longo do ano.

Converse com seus colegas de fábrica. Leve mesmo a sério a convocação do Sindicato e venha participar da Assembleia Salarial no dia 6 de novembro, às 18 horas, na Gertrudes de Lima, 202.

Lembre-se: sua família depende de sua participação. A categoria unida e atuante provará para os patrões que, se as propostas não nos interessarem, vamos ampliar nossa mobilização e chegaremos às últimas consequências, que é a greve. Só assim vamos garantir uma proposta decente que respeite nosso esforço na geração dos ganhos e lucros para as empresas em que trabalhamos.

José Braz Fofão (Presidente em Exercício) e Cícero Martinha (Presidente Licenciado)

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