Organização dos trabalhadores estará no centro de debates do Congresso da Força

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Nos dias 12, 13 e 14 de junho, a Força Sindical realiza o seu 8º Congresso Nacional, em Praia Grande, com a participação de mais de 3.000 lideranças sindicais e militantes de todo o país. O evento acontece num momento particularmente difícil para os trabalhadores, que se encontram em meio a um fogo cruzado diante das ameaças a seus direitos com as reformas da Previdência Social e trabalhista do governo Temer.

Portanto, além de eleger a nova direção nacional da Força Sindical para os próximos quatro anos, o 8º Congresso terá um papel fundamental de aprofundar as discussões sobre a organização da classe trabalhadora, a fim de ir às últimas consequências na defesa dos direitos previdenciários e trabalhistas.

O Congresso da Força Sindical debaterá ainda temas como propostas para o reaquecimento da economia do Brasil, mecanismos de distribuição de renda, combate à desigualdade social, igualdade de oportunidades, geração e manutenção de empregos, agenda do trabalho decente, entre outros.

Reforma torna os trabalhadores presas fáceis de patrões

Com a desconstrução da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), a desorganização dos trabalhadores é um dos pontos mais preocupantes que estão por trás da reforma trabalhista do governo Michel Temer. Sob a fachada de dar mais liberdade aos trabalhadores para que possam “negociar” com os patrões, o que se pretende é desestruturar os sindicatos e, com isso, tornar a classe trabalhadora uma presa fácil das empresas, que vão deitar e rolar criando as próprias regras.

Compromissos de um governo enfraquecido

Em pouco mais de um ano de mandato, o presidente Michel Temer nunca esteve tão acuado como agora. Mas são as alianças com setores do empresariado e da mídia e com a ala conservadora do Congresso Nacional que mantêm o seu governo, que, por sua vez, precisa honrar os compromissos que assumiu com os aliados para se segurar no poder.

É nesse contexto que o enfraquecido presidente Temer quer a todo custo aprovar no Congresso as reformas que tiram direitos dos trabalhadores. Em Brasília, já se fala que o Senado deve concluir em duas semanas a votação da reforma trabalhista, que já foi aprovada pelos deputados federais.

Quanto à PEC (proposta de emenda à Constituição) da reforma da Previdência, a aprovação é mais difícil porque precisa de, pelo menos, 308 votos favoráveis na Câmara dos Deputados e de 49 votos no Senado. Mas nem por isso devemos baixar a guarda, pois o governo tem alternativas como desistir da PEC e criar uma MP (medida provisória), instrumento que entra em vigor imediatamente após a publicação no Diário Oficial da União. Com esse artifício, o governo ganharia até 120 dias enquanto a reforma tramita no Congresso.

Mobilização nacional no dia 30 de junho

Por isso, a organização dos trabalhadores a partir das bases é cada vez mais necessária na luta contra os retrocessos. A estratégia para essa ação será um dos principais pontos em discussão no 8º Congresso que se inicia na próxima segunda-feira. O Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá será representado por 12 delegados.

Reunidas nesta segunda-feira, dia 5, as centrais sindicais definiram o dia 30 de junho, última sexta-feira do mês, como data indicativa da próxima mobilização nacional contra as reformas da Previdência e trabalhista.

Companheiros, a luta continua. 

Cícero Martinha

Presidente licenciado do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá

Osmar César Fernandes

Presidente em exercício do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá

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