A luta só está começando

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As eleições terminaram com a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) para presidente da República. Basta analisar as pessoas que cercam o presidente eleito e a composição do Congresso Nacional que assumirá em 2019 para concluir que, para os trabalhadores e para a população de baixa renda, os desafios para não perderem mais do que já perderam são enormes.

Perdas não só em direitos trabalhistas e previdenciários, mas como cidadãos com a precarização de serviços essenciais em Saúde, Educação, Transporte. Portanto, cada vez mais será preciso unirmos nossas forças contra os retrocessos e contra o crescimento da desigualdade social no Brasil.

Reforma da Previdência será o primeiro grande embate

O presidente eleito e o presidente Michel Temer querem votar ainda neste ano o projeto que foi rejeitado pelos trabalhadores, com greves e protestos nas ruas, pois retira deles o direito à aposentadoria pública. Se essa reforma passar, não vai ficar só nisso. A etapa seguinte é a privatização da Previdência com o sistema de capitalização, empurrando os trabalhadores para as garras dos banqueiros.

A criação da carteira profissional verde e amarela é outra ameaça para precarizar mais ainda as relações do trabalho. Em vez dos direitos trabalhistas previstos na CLT, os jovens que aderirem a essa “nova modalidade” de trabalho terão apenas um contrato individual, sem se beneficiarem de acordos coletivos e convenções coletivas negociados pelos sindicatos.

Se na Campanha Salarial da categoria, a nossa luta é pela renovação da convenção coletiva de trabalho para garantir os direitos conquistados e agora ameaçados pelo desmonte da CLT, a situação pode ficar muito pior sem a nossa mobilização permanente.

Como privatização vai pesar no nosso bolso

A privatização de estatais estratégicas, como Eletrobras e Petrobras, também atingirá em cheio os trabalhadores, arrochando o seu poder de compra. A população de baixa renda já está sentindo no bolso o peso da energia elétrica, dos combustíveis e, principalmente, do gás de cozinha. Pois o salário está cada vez mais curto para pagar as contas do mês.

A explicação é simples. Quando o óleo diesel sobe, aumenta também o frete encarecendo o preço final dos produtos que a gente consome nas feiras, nos supermercados etc. É uma bola de neve. O mesmo raciocínio vale para o transporte público. Com o diesel mais caro, a passagem de ônibus também sobe.

Precarização de serviços públicos

No segundo turno das eleições, promessa de corte de gastos elegeu o presidente e governadores em vários estados. Mas cortar o quê? De quais áreas? A resposta é uma grande incógnita. Na falta de programas, vai sobrar mais uma vez para o povão que depende do SUS, da escola pública, do transporte público. Em Educação, por exemplo, instalação de uma escola militar em cada capital e ensino à distância até para o ensino fundamental são os projetos propostos.

Vale lembrar que está em vigor desde 2017 o teto de gastos públicos federais, o que já afetou, entre outros, o SUS, a Educação, além de investimentos em infraestrutura, um dos motivos do elevado desemprego que atinge mais de 12,5 milhões de trabalhadores.

Quem é quem no entorno do eleito

Cabo reformado, Jair Bolsonaro tem entre seus assessores mais próximos seus filhos; militares; profissionais ligados à área financeira, a começar pelo economista Paulo Guedes, que será o ministro da Economia; deputados e senadores mais bem votados nas eleições, a exemplo do Major Olímpio; políticos do chamado baixo clero e empresários com pouca expressão em nível nacional.

Por que não se pode contar com o Congresso

Na Câmara dos Deputados, o levantamento do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) indica a diminuição da bancada sindical, enquanto a empresarial, a ruralista, a evangélica e a de segurança, mais conhecida como bancada da bala, se mantiveram ou cresceram. Estima-se que apenas 148 deputados federais de oito partidos, do total de 513 parlamentares, farão oposição ao governo. A partir de 2019, o Senado terá representantes de 22 partidos, mas ficaram de fora o PCdoB e o Psol.

Somos brasileiros. Não desistimos nunca.

Na Câmara dos Deputados, com 513 deputados federais, a avaliação do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) é a diminuição da bancada sindical, enquanto a empresarial, a ruralista, a evangélica e a de segurança se mantiveram ou cresceram.

No Senado, dos 81 senadores, 54 foram eleitos ou reeleitos neste ano, e, a partir de 2019, a Casa terá representantes de 22 partidos. É da democracia reconhecer a decisão da maioria. Também é da democracia cobrar e fiscalizar quem foi eleito para governar o Brasil nos próximos quatro anos. Cobrar que ele governe para os 208 milhões de brasileiros e brasileiras; que respeite os direitos dos cidadãos; que promova a justiça social. Que respeite a Constituição, particularmente, o artigo 3º:

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

        I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;

        II - garantir o desenvolvimento nacional;

        III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;

        IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Reforma da Previdência é o primeiro desafio

ndré e Mauá vem pautando suas lutas em defesa da democracia e dos direitos que garantam aos trabalhadores e seus familiares qualidade de vida enquanto na ativa e também na aposentadoria.

Por isso, o sinal amarelo acendeu já no dia seguinte ao segundo turno, quando Jair Bolsonaro afirmou que vai procurar o presidente Michel Temer para votar ainda neste ano a reforma da Previdência. Projeto esse que foi rejeitado pelos trabalhadores, com greves e protestos, porque tira deles o direito à aposentadoria pública.

Liberdade

As centrais sindicais vão se reunir nesta quinta-feira, dia 1º, na sede do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em São Paulo, para

Não fique só. Fique sócio!

Cícero Firmino (Martinha)

Presidente licenciado do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá

Osmar César Fernandes

Presidente em exercício do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá

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