Governo tenta conter avanço da Igreja Católica

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O ano de 2019 mal começou e já parece uma eternidade tal a sucessão de “tragédias evitáveis” (na definição de Raquel Dodge, procuradora-geral da República) que tem ocorrido no Brasil, tirando a vida de centenas de brasileiros. A mais recente matou dez garotos de 14 a 16 anos em incêndio no Ninho do Urubu, que nada mais é do que o alojamento dos atletas das categorias de base do Flamengo, clube de futebol com o maior faturamento no Brasil.

Em meio a esse turbilhão, que exige ações concretas de governantes em todos os níveis, do Legislativo e do Judiciário, o governo Bolsonaro, por meio da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), atua para tentar “conter o que considera um avanço da Igreja Católica na liderança da oposição”. A reportagem foi publicada pelo jornal “Estado de S.Paulo” no dia 10 de fevereiro.

Ainda segundo o jornal, “na avaliação da equipe do presidente, a Igreja é uma tradicional aliada do PT e está se articulando para influenciar debates antes protagonizados pelo partido no interior do País e nas periferias”.

No centro das “preocupações” do governo está o Sínodo "Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral", a ser realizado em Roma, em outubro, com a participação do Papa Francisco e 250 bispos de todos os continentes.

"O trabalho do governo de neutralizar impactos do encontro vai apenas fortalecer a soberania brasileira e impedir que interesses estranhos acabem prevalecendo na Amazônia. A questão vai ser objeto de estudo cuidadoso pelo GSI. Vamos entrar a fundo nisso",  disse o general Augusto Heleno, chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), ao “Estadão”.

À reportagem, Dom Erwin Kräutler, bispo emérito do Xingu (PA), rebateu: "Se os bispos fazem crítica é querendo ajudar, não derrubar. Eles sabem onde o sapato aperta. Vão falar da situação dos povos e do bioma ameaçado. Mas não para atacar frontalmente o governo".

A ingerência do governo brasileiro chegou a ponto de solicitar a participação no Sínodo, um evento restrito a religiosos católicos convocado pela Santa Sé. Entre os dias 7 e 9 de março, haverá um seminário preparatório na Arquidiocese de Manaus (AM). Esse episódio ainda vai ter muitos desdobramentos.

Agora, é a Igreja Católica que está na mira do governo, mas sua conduta será a mesma com todas as religiões ou grupos sociais que se opuserem a suas medidas.

Partidos do atraso tratam mulheres como laranjas

As mulheres são maioria com 51% da população brasileira, mas os partidos políticos do atraso mantêm a cultura machista, tratando a presença delas na política apenas como laranjas. Só para cumprir a lei. É o que mostrou o jornal "Folha de S.Paulo", em sua edição de 10 de fevereiro, ao trazer a denúncia de que o PSL, partido pelo qual o presidente Jair Bolsonaro se elegeu, "esquentou" R$ 400.000,00 de recursos públicos com uma candidata laranja, em Pernambuco, e ela só obteve 274 votos nas urnas.

Se fosse campanha de verdade, seriam os votos mais caros. Com esse dinheiro todo, teriam sido impressos 9 milhões de santinhos e 1,7 milhão de adesivos, às vésperas da eleição que foi no dia 7 de outubro. Fazendo as contas, cada voto teria custado R$ 1.460,00. É uma história que precisa ser investigada a fundo para punir os responsáveis.

Infelizmente, o laranjal do PSL não é um caso isolado. Não por acaso o Brasil ocupa uma das posições de rabeira em matéria de participação feminina no Legislativo. Nas eleições de 2018 houve, sim, um ligeiro crescimento do número de deputadas federais eleitas, passando de 51 (eleitas em 2014) para 77, mas elas ainda representam apenas 15% do total de 513 parlamentares na Câmara dos Deputados.

Não fique só. Fique sócio!

Cícero Firmino (Martinha)

Presidente licenciado do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá

Osmar César Fernandes

Presidente em exercício do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá

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