Campanha salarial 2013: a gente não quer só comida

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Vivemos numa democracia capitalista. O que significa que temos a oportunidade de votar a favor dos nossos interesses. Mas numa democracia capitalista, na maioria das vezes, elegemos políticos que agem a favor das elites, apenas.

Com Lula e Dilma, mudamos a atitude dos governantes pela primeira vez na História do Brasil.
Lula e Dilma cumpriram suas promessas de campanha e estamos muito perto de eliminar a miséria absoluta no Brasil. Já conseguimos eliminar nossa absurda dívida externa. E reduzimos os juros para níveis civilizados.
Não podemos esquecer que numa democracia capitalista todo ganho da massa trabalhadora significa uma redução pequena na imensa lucratividade das elites patronais.
E, por isso, depois de dez anos de um governo que ouve e age a favor das grandes massas, estamos agora no meio de um fogo cruzado para manter as conquistas que, democraticamente, conseguimos implantar.
Os patrões e seus representantes estão mobilizados para tentar derrubar os constantes aumentos reais de salários, que negociamos até o ano passado. Agem descaradamente para reduzir a massa salarial através da rotatividade desumana e desrespeitosa. E não satisfeitos, se organizam e se preparam para bombardear nossa campanha salarial de 2013.
É hora de reagir ampliando a mobilização dentro e fora do
Chão de Fábrica. De participar das assembleias convocadas pelo
Sindicato nas fábricas e no Sindicato. De mostrar para as elites patronais que gostamos dessa relativa distribuição de renda e que queremos mais.
Porque a gente não quer só comida.
A gente quer condições de educar bem nossos filhos e filhas. Precisamos ter um teto que possamos chamar de nosso. E não suportamos mais o sofrimento das conduções superlotadas, dos hospitais que ameaçam nossa Saúde em vez de se transformar numa certeza de cura.
Precisamos, com urgência, ajustar nossas escolas a uma Educação que ensine nossos filhos a aprender e ajudá-los a se preparar para a economia digital que será determinante como geradora de valores no futuro próximo.
Por isso, não podemos esquecer um minuto sequer que vivemos numa democracia capitalista. Onde a maioria dos meios de comunicação defende os interesses das elites que sempre controlaram o Brasil.
Gente que enriqueceu às custas da exploração de nossas riquezas naturais e da humilhação de sua classe trabalhadora com salários defasados e vergonhosos. Portanto, toda atenção é pouca.
Converse com seus companheiros no Chão de Fábrica. Divida suas preocupações com seus familiares e vizinhos. Já sentimos o gostinho de ter uma folga em nossos ganhos.
E se a gente cochilar, esse pessoal da elite vai nos dar um tombo e impor sua vontade. Uma vontade que já conhecemos e que se traduzirá em arrocho salarial, em demissões para abrir vaga para a mão de obra estrangeira que querem importar para nos substituir nos atuais empregos.

Cícero Martinha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá

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