Unidade contra retrocessos e por condições de trabalho dignas

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O ano 2020 se inicia carregando “heranças malditas”, muitas delas criadas pelo próprio governo Jair Bolsonaro no primeiro ano de seu mandato. Retirada de direitos trabalhistas, aposentadoria pública inacessível, alto nível de desemprego, empregos de má qualidade, alta de preço de alimentos e crescimento da economia em nível baixíssimo são os desafios que temos de enfrentar, como detalhamos a seguir.

MP do Contrato Verde e Amarelo: a medida provisória 905, conhecida como MP do Contrato Verde e Amarelo, é a artilharia da vez contra os direitos trabalhistas. Além de criar empregos sem direitos aos jovens de 18 a 29 anos, precariza mais ainda as relações do trabalho aos trabalhadores que já estão no mercado (veja os principais pontos nesta página). O número de emendas e as ações no STF (Supremo Tribunal Federal) dão a dimensão do quão polêmico é a MP 905. No Congresso Nacional, foram apresentadas mais de 2.000 emendas, um recorde absoluto. 

Pedidos de aposentadoria parados no INSS:após dois meses de vigência da reforma da Previdência, que dificultou enormemente o acesso dos trabalhadores à aposentadoria pública, o INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) tem uma fila de cerca de 2 milhões de pedidos por benefícios parados há mais de 45 dias. Em entrevista ao jornal “Estado de S. Paulo”, o presidente do INSS, Renato Vieira, disse que espera acabar com a fila em seis meses, mas não explicou como pretende tirar o atraso.

Alimento pressiona inflação: o governo culpou os chineses pela disparada do preço da carne bovina, mas outros fatores pesaram na inflação em 2019, quando o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 4,31%, sendo 1,15% só em dezembro. O feijão carioca, por exemplo, subiu 56% no ano passado. O trigo é outro alimento que pode pesar no gasto das famílias porque a Argentina, o maior exportador do produto para o Brasil, elevou o imposto para exportação.

Mais reformas: as reformas trabalhista e a previdenciária, respectivamente, em vigor desde 11 de novembro de 2017 e 13 de novembro de 2019, foram empurradas goela abaixo pelo governo federal sob o pretexto de que gerariam milhões de empregos. O resultado é que os empregos criados nos últimos anos são de péssima qualidade, tanto que 38,8 milhões de pessoas trabalham na informalidade, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). E lá vêm mais reformas. O ministro Paulo Guedes, da Economia, diz que vai enviar ao Congresso Nacional, em fevereiro, as reformas administrativa e tributária.

Década perdida: de 2010 a 2019, nunca a economia brasileira cresceu tão pouco desde o ano 1900. É o que mostra um estudo do economista Roberto Macedo, da Universidade de São Paulo: nesse período, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresceu a uma média anual de 1,39%, sendo que 2010 foi exceção com uma expansão excepcional de 7,5%. Na década anterior, iniciada em 2000, o crescimento médio foi de 3,39%. Sem o desenvolvimento da economia, o Brasil continua patinando com baixo nível de consumo; forte endividamento das famílias; desemprego em nível elevadíssimo (11,2%) e acelerado processo de desindustrialização.

Conflitos gerados pelos EUA: uma hora é com a China, mais recentemente com o Irã. Os Estados Unidos não param de criar conflitos que elevam o nível de insegurança no mundo todo. E como isso reflete no Brasil? Com a globalização, as crises lá fora respingam principalmente em países em desenvolvimento como o Brasil. Isso porque mexe na cotação do dólar que, a depender, eleva a inflação; no preço do petróleo; nas exportações; no desenvolvimento da economia etc.

Unidade nas ações tem de fazer diferença

Com o cerco se fechando com a retirada de direitos trabalhistas e o bombardeio contra a organização sindical, a união da classe trabalhadora é cada vez mais necessária para fortalecer as nossas lutas. É o que as centrais sindicais vêm fazendo com ações unitárias contra a MP 905 e outras reformas pretendidas pelo governo Bolsonaro.

Juntos somos mais fortes!

Não fique só. Fique sócio!

Cícero Firmino (Martinha)
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá

Adilson Torres (Sapão)
Vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá

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