Com maldades sob ataque, Bolsonaro diz que desistiu do Renda Brasil

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Idealizado para ser a marca social do governo Jair Bolsonaro, o Renda Brasil, que substituiria o Bolsa Família, até agora deu mais dor de cabeça do que outra coisa. "Até 2022, no meu governo, está proibido de falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família. E ponto final", reagiu o presidente Jair Bolsonaro em vídeo divulgado em rede social  nesta terça, dia 15, diante de uma avalanche de repercussão negativa provocada pelo secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, que declarou ao portal G1, no domingo, dia 13, que a equipe econômica está analisando o congelamento de aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) por dois anos para financiar o Renda Brasil.

Claro, não se deve levar ao pé da letra que Bolsonaro desistira de vez do Renda Brasil. É mais uma declaração de impacto como  fora a frase de que não aceita "tirar de pobres para dar aos paupérrimos".

Improvisos em vez de projetos consistentes

Com o resultado positivo obtido com o auxílio emegencial de R$ 600 na pandemia, o presidente Bolsonaro viu no Renda Brasil uma oportunidade de criar um projeto social para chamar de seu e conquistar a população pobre, dependente de programa de transferência de renda.

Ocorre que os ministérios da Economia e da Cidadania, juntos, não conseguiram formular nenhum projeto consistente até agora. Pelo contrário. Só criaram confusão, mostrando total despreparo da equipe do governo Bolsonaro para enfrentar os problemas de um país tão desigual como o Brasil, onde não há espaço para improvisos em programas sociais nem em políticas pós-pandemia e em projetos tão necessários para o desenvolvimento econômico com geração de empregos.

Omissão do governo judicializa até volta às aulas

A confusão em torno da volta ou não às aulas é um exemplo da falta que faz uma diretriz do governo federal sobre as áreas essenciais afetadas pela pandemia. O descaso é tamanho que só agora, quatro meses após assumir como interino, general Eduardo Pazuello é efetivado como ministro da Saúde. Há dois meses como ministro da Educação, Milton Ribeiro disse, recentemente, que "as aulas devem voltar em breve quando tiver segurança" e completou que "isso depende, também, de cada governo estadual". Ou seja, não há nenhum entendimento entre os dois ministérios sobre a reabertura das escolas, um dos assuntos mais discutidos hoje em dia, enquanto praticamente tudo já está aberto, em meio à pandemia que continua a registrar número de infectados e de mortes em nível muito elevado.

Diante da omissão do governo federal, governadores e prefeitos decidem como podem, diante de pressões de todos os lados. No Rio de Janeiro, por exemplo, para confundir mais ainda, a volta às aulas virou uma acirrada disputa judicial.

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