O que nos espera em 2021?

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Até recentemente, a chegada da vacina contra a Covid-19 na virada do ano ou no primeiro semestre de 2021 era uma  esperança no combate à pandemia e aos seus efeitos. Ocorre que o presidente Jair Bolsonaro decidiu politizar o assunto ao tachar o imunizante testado no Instituto Butantan de vacina chinesa do Doria (ao vincular ao governador João Doria) e todos os dias fazer declarações depreciativas sem qualquer embasamento científico. Agora, a questão deve ser resolvida na Justiça pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

 

A vacina é apenas mais uma das questôes que estão pendentes de definição. Com o projeto político pessoal sobrepondo o projeto para o Brasil, o presidente Jair Bolsonaro não quer dar andamento a nada que seja polêmico ou impopular antes das eleições municipais. E a lista das indefinições só cresce, restando apenas um mês até a virada do ano, já que o segundo turno será no dia 29 de novembro.

 

Pendências empurradas com a barriga são inúmeras

 

No rol dos assuntos empurrados com a barriga pelo governo e que prejudicam principalmente a população de baixa renda estão, entre outros:

 

- programa de transferência de renda que vai suceder o auxílio emergencial e, possivelmente, o Bolsa Família;

 

- desemprego que bateu na casa dos 14% em setembro, com 13,5 milhões de desocupados segundo a Pnad Covid-19, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística);

 

- alta dos alimentos que arrocha o poder de compra das famílias;

 

- defasagem social acentuada com o ensino remoto adotado após a suspensão das aulas presenciais;

 

- ampliação das parcelas do seguro-desemprego aos 

 

trabalhadores demitidos durante a pandemia, uma reivindicação das centrais sindicais;

 

- incentivos para o desenvolvimento da economia de forma sustentável:

 

- reforma tributária para simplificar o sistema e diminuir a taxação para a população de baixa renda;

 

- orçamento da União para 2021.

 

As pendências são muitas e as incertezas para os brasileiros e brasileiras imensas.

 

Até Congresso entra em marcha lenta

 

No auge da pandemia, o Congresso Nacional aprovou inúmeros projetos necessários para minimizar os prejuízos causados pela Covid-19, a exemplo da MP 936 que instituiu a suspensão temporária do contrato de trabalho e a redução de jornada e salário e do auxílio emergencial que, se dependesse do governo, não passaria de R$ 200 a R$ 300. 

 

Com a indefinição do governo sobre os projetos para o futuro, o Congresso também está praticamente parado e a aprovação do Orçamento deve ficar para o ano que vem. E por que a indefinição sobre o Orçamento atinge a população? Porque não se sabe como ficam as áreas essenciais como Saúde, Educação, Segurança e Previdência Social, além dos programas sociais ameaçados de extinção. Isso em meio às necessidades criadas pela pandemia.

 

 

Nesse contexto, quem arrisca como será 2021?

Juntos somos mais fortes!

Não fique só. Fique sócio!

Cícero Firmino (Martinha)
Presidente licenciado do Sibdicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá

Adilson Torres (Sapão)
Presidente em exercício do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá

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